sexta-feira, 24 de julho de 2026

📆 *23 de Julho de 2026 (5a Feira)*

 📆 *23 de Julho de 2026 (5a Feira)*

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*QUINTA-FEIRA DA XVI SEMANA DO TEMPO COMUM* (Verde – Ofício do Dia)

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😇 *Santos do dia* 

S. Brígida, religiosa, Padroeira da Europa / Santo Apolinário / 

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⛪ *Antífona de entrada:*

Quem me protege e me ampara é meu Deus; é o Senhor quem sustenta minha vida. Quero ofertar-vos o meu sacrifício de coração e com muita alegria. *(Cf. Sl 53, 6. 8)*

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☀ *Oração da Coleta*

Senhor, sede propício a vossos fiéis, e, benigno, multiplicai neles os dons da vossa graça, para que, fervorosos na fé, esperança e caridade, perseverem sempre vigilantes na observância dos vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

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📖 *1a Leitura - Jeremias 2, 1-3. 7-8. 12-13*

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✉Início do Livro do Profeta Jeremias. 

1A Palavra do Senhor foi-me dirigida, dizendo: 

2“Vai e grita aos ouvidos de Jerusalém. Isto diz o Senhor: Lembro-me de ti, da afeição da jovem, do amor da noiva, de quando me seguias no deserto, numa terra inculta. 

3Israel, consagrado ao Senhor, era como as primícias de sua colheita; todos os que dele comiam, pecavam; males caíam sobre eles”, diz o Senhor. 

7“Eu vos introduzi numa terra de pomares, para que gozásseis de seus melhores produtos, mas, apenas chegados, contaminastes o país e tornastes abominável minha herança. 

8Os sacerdotes nem perguntaram onde está o Senhor. Os versados na Lei não me reconheceram, e os chefes do povo voltaram-me as costas, os profetas profetizaram em nome de Baal e correram atrás de coisas que para nada servem. 

12Ó céus, espantai-vos diante disso, enchei-vos de grande horror”, diz o Senhor. 

13“Dois pecados cometeu meu povo: abandonou-me a mim, fonte de água viva, e preferiu cavar cisternas, cisternas defeituosas que não podem reter água”.

 *Palavra do Senhor.*

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↪ *1a Leitura - Jeremias 2, 1-3. 7-8. 12-13*

 *Reflexão - “A hora da fartura e a hora da penúria”*

“Por causa da nossa natureza decaída  somos infiéis e mal agradecido, Deus, porém, é fiel e constante. Nesta leitura o Senhor apela para o coração do homem que um dia O buscou na hora da dificuldade, do sofrimento, da aridez do deserto, mas esquece dos Seus benefícios e se volta para as coisas que o mundo oferece. Jerusalém representa cada um de nós que, passado a hora do sufoco, damos as costas a Deus e voltamos para a nossa vida medíocre de pecado, cavando cisternas defeituosas, procurando água para matar a nossa sede em lugares onde a água não existe. As cisternas defeituosas que cavamos são as nossas investidas com o intuito de angariar bens, acumular tesouros, construir palácios, perdendo um precioso tempo e colocando a nossa esperança nas pessoas e nas coisas que possuímos. Invariavelmente chega a época da penúria, da sequidão, do infortúnio e caímos em nós mesmos e, rendidos diante da nossa incompetência, voltamos pedindo socorro. O Senhor quer nos restaurar para que possamos voltar ao tempo do amor da noiva pelo noivo, lá no comecinho quando pertencíamos totalmente a Deus! - Você já precisou de Deus na hora de uma grande dificuldade? – E depois qual foi a sua atitude para com Ele?

- Aonde você tem procurado água para matar a sua sede?”

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📖 *Salmo - 35*

🗣 *Em vós está a fonte da vida, ó Senhor!”*

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1️⃣ Vosso amor chega aos céus, ó Senhor, chega às nuvens a vossa verdade. Como as altas montanhas eternas é a vossa justiça, Senhor.🗣

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2️⃣ Quão preciosa é, Senhor, vossa graça! Eis que os filhos dos homens se abrigam sob a sombra das asas de Deus. Na abundância de vossa morada, eles vêm saciar-se de bens. Vós lhes dais de beber água viva, na torrente das vossas delícias.🗣

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3️⃣ Pois em vós está a fonte da vida, e em vossa luz contemplamos a luz. Conservai aos fiéis vossa graça, e aos retos, a vossa justiça!🗣

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↪ *Salmo - 35*

 *Reflexão* - “Reconhecendo a justiça de Deus o salmista proclama que só no Senhor está a fonte da vida. Que o amor de Deus é vivo dentro do nosso coração e que “na abundância dessa morada nós nos saciamos dos Seus bens”.

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🍞🍇 *Evangelho - Mateus 13, 10-17*

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 _Aleluia, aleluia, aleluia._

_Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! *(Cf. Mt 11, 25)*_

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 *Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo✝ segundo São Mateus.*

Naquele tempo, 10os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que tu falas ao povo em parábolas?” 

11Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado. 

12Pois à pessoa que tem, será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem, será tirado até o pouco que tem. 

13É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não veem, e ouvindo, eles não escutam, nem compreendem. 

14Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. 

15Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’. 

16Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 

17Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram”.

 *Palavra da Salvação.*

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↪ *REFLEXÃO*

 *“O sábio propósito das parábolas?”*

“A Palavra de Deus é sempre fonte de salvação, mas seus frutos dependem da disposição de quem a acolhe, pois somente um coração humilde e aberto à fé é capaz de compreender a Verdade e deixar-se transformar por ela. No Evangelho de hoje, Jesus explica por que fala em parábolas. À primeira vista, isso pode parecer estranho. Afinal, por que Deus escolheria esconder-se numa narrativa? Contudo, é precisamente assim que Cristo conduz a multidão: revela-se de modo velado àqueles que ainda não têm fé e manifesta com clareza os mistérios do Reino aos seus discípulos, isto é, àqueles que já creem. Jesus age dessa maneira porque uma revelação demasiadamente clara àqueles que ainda não creem poderia produzir um efeito contrário ao esperado: o endurecimento do coração, aquilo que a tradição chama de “esclerocardia”. Para compreendermos melhor essa realidade, façamos a comparação com um remédio: o contato com a Palavra de Deus é algo profundamente bom, mas, como todo remédio, precisa ser administrado na medida certa. Uma dose excessiva pode fazer mal ao paciente. Por esse motivo, Nosso Senhor fala em parábolas à multidão: pois deseja conduzir aquelas pessoas, pouco a pouco, pelos caminhos da fé, para então revelar-lhes plenamente a Verdade. O cristianismo não é uma ideologia capaz de convencer as pessoas por meio de artifícios, estratégias publicitárias ou técnicas de persuasão, como se fosse um jogo linguístico. O cristianismo é a Verdade e, como tal, não se torna acessível de imediato. Para alcançá-la, é preciso procurá-la sinceramente. Basta observar a diferença entre o homem e os animais. Estes conhecem apenas aquilo que lhes chega pelos sentidos; logo, para eles, o prazer é sempre um bem, e a dor é sempre um mal. O ser humano, porém, é capaz de alcançar a Verdade para além das aparências e, por isso, compreende que existem prazeres que fazem mal e sofrimentos que conduzem a um bem maior. Se isso acontece no plano da razão, acontece também no plano da fé. Jesus deseja, pois, revelar-nos a Verdade e falar ao nosso coração, mas o faz como um Deus que ama e deseja ser amado. O problema surge quando as pessoas procuram Cristo movidas por interesses errados. Muitos o viam apenas como um taumaturgo, alguém capaz de realizar milagres extraordinários, quase como um mágico ou um feiticeiro. É a mesma atitude de Herodes, retratada com excelência no filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson: ele desejava encontrar Jesus apenas para satisfazer sua curiosidade doentia, como quem espera um espetáculo. E, por causa disso, Cristo permaneceu em silêncio, enxergando que naquele coração não havia uma verdadeira disposição para acolher a Verdade. Algo semelhante acontecia com a multidão. Havia entusiasmo, mas ainda não havia fé. Portanto, Jesus lhes falava em parábolas, atraindo-os pouco a pouco, para que alguns cressem n’Ele. Entretanto, aqueles que permaneciam fechados apenas endureciam ainda mais o coração, como o faraó diante da Palavra anunciada por Moisés. Eis o grande mistério da Palavra de Deus: quando é acolhida com fé, torna-se fonte de salvação; quando é recebida apenas por curiosidade, interesse pessoal ou como uma simples ideologia, pode produzir um efeito devastador: a pessoa ouve, mas não crê; escuta, mas não compreende; e o seu coração vai se tornando cada vez mais endurecido. Peçamos, pois, a graça de acolher a Palavra de Deus com um coração humilde e verdadeiramente disposto a crer, para que ela produza em nós frutos de conversão e salvação, em vez de encontrar um coração empedernido pela incredulidade.”

*_Comentário do Evangelho: Pe. Paulo Ricardo (https://padrepauloricardo.org/)_

*_Outros Comentários: Helena Serpa (Blog: https://https://blogdasagradafamilia.blogspot.com/)_


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